O reassentamento das comunidades que vivem na zona de potencial turístico no Parque Nacional do Limpopo, na província de Gaza, encontra-se paralisado, sem qualquer explicação à centenas de famílias que deverão ser transferidas para locais fora daquela área de conservação.
Desde que o processo iniciou se em 2006, apenas dezoito casas foram concluídas e entregues, em finais de 2007, à igual número de famílias da comunidade de Nanguene. Desde então o processo para o reassentamento das restantes 1084 foi interrompido sem qualquer explicação às pessoas visadas.
Em menos de um ano, após a sua inauguração, as habitações ora entregues estão em manutenção por apresentarem fissuras na sua estrutura, facto que denuncia a má qualidade da obra.Por outro lado, a compensação daquelas familias ainda não está completa visto que falta ainda a disponibilização de áreas parea a prática da agricultura e fontes de abastecimento de água potável.
Vinte outras casas, cuja construção se iniciou a cerca de um ano e meio, em Tihovene, para igual número de famílias da comunidade de Macavene, permanecem inacabadas. A comunidade de Macavene, com 146 famílias, beneficiou do programa piloto de reassentamento, cuja conclusão estava prevista para o ano 2007.
Enquanto este processo não termina, não se pode avançar para a segunda fase do reassentamento que abrangerá 7 comunidades com cerca de 960 famílias.
A administração do parque alega falta de recursos financeiros para continuar a construção de casas e criação de condições para a transferência das famílias que se encontram no interior do Parque Nacional do Limpopo. No entanto, sabe-se que o Banco Alemão KFW, disponibilizou dois milhões de dólares americanos para o reassentamento daquelas comunidades.
As comunidades a serem transferidas do Parque Nacional do Limpopo, no distrito de Massingir e Chicualacuala, se mostram agastadas pela lentidão que caracteriza o processo do seu reassentamento e pela má qualidade das obras. Outra grande preocupação das famílias a serem reassentadas é o recrudescimento do conflito Homem-fauna bravio, em todas as comunidades localizadas no interior do Parque nacional do Limpopo ou nos seus arredores.