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PNL EMPREGRO É UM MILAGRE |
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No ano de 2001 foi criado o Parque Nacional de Limpopo (PNL) como parte do grande projecto do Parque Transfronteiriço do Limpopo e das Áreas de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo, tendo como principal objectivo a conservação da paz na região. A materialização deste objectivo passava pela criação de uma capacidade efectiva ao nível institucional do PNL, para garantir a conservação e o desenvolvimento do turismo. Por outro lado, dado que o PNL resulta da transformação da cotada oficial número 16, onde existiam 52 comunidades com uma população estimada em 26.500 pessoas, a componente de desenvolvimento comunitário seria de vital importância para que houvesse harmonia entre as comunidades e o programa de conservação da biodiversidade. Volvidos nove anos após a sua criação, este não possui pelo menos uma escola secundária no seu interior nem um programa consistente de formação para os membros das comunidades de modo a garantir estes possam ter oportunidade de emprego. Como consequência disso, mesmos depois de 9 anos da existência do parque, não existe um membro da comunidade que tenha um emprego condigno, e os jovens ali residentes continuam a emigram para a África do sul a procura de emprego nas minas e nas farmas daquele país vizinho.
O facto das pessoas que trabalham no Parque Nacional do Limpopo não terem sido recrutadas no seio das comunidades, criam uma situação de revolta entre os nativos, que chegam a afirmar que preferem explorar os recursos naturais normalmente de como vinham explorando antes da criação do Parque, uma vez que não lhes fornece nenhuma oportunidade de emprego. Com estes e outros factos é caso para questionar como é que o PNL pretende desenvolver de uma forma sustentável sem o desenvolvimento do capital humano local? Afinal a quem pertence ou deveria pertencer o parque? Quem deve ser o principal beneficiário do Parque Nacional do Limpopo? Qual é o papel que as comunidades devem jogar no desenvolvimento do PNL? Aliás, para além dos prejuízos causados pelos animais ao destruírem culturas, os membros das comunidades afirmam não conhecerem um benefício tangível trazido pelo PNL para as comunidades residentes no seu interior, desde a sua implantação. Se o PNL não forma membros das comunidades como é que estes poderão aceder aos empregos que tem estado a surgir? Caso haja interesse em desenvolver o parque de forma sustentável, lado a lado com as comunidades como actores principais, é urgente que o Governo em coordenação com o FPNL-Forum do Parque Nacional do Limpopo levem a cabo um programa de formação e capacitação para a população local, de modo a serem os primeiros beneficiário do emprego mas também geradores de postos de trabalho. |